Queria ter amor

Eu queria ter amor o bastante para acabar com tudo isso. Amor por mim e por você. Amor que supra todas as nossas necessidades. Mas o amor não é assim. 
Eu queria ter um amor que me salve de tudo que tenta me matar. Mas o amor foge de mim, como se fosse eu que quisesse matá-lo. Não sei se ele tem medo ou eu sou medonha, mas ele foge mesmo assim, sem me deixar saber.
Eu queria ter um amor que não prometesse, um amor que só fizesse. Um amor que sai do peito, sai da boca, sai das mãos e do coração. Mas o meu amor só fica na minha mente e tem vezes que ele sai do estômago.
Eu queria um amor como uma flor, que quanto mais eu cuido, mais ele sobrevive e permanece ali, do meu lado para eu admirar e me sentir feliz. Mas todo o amor que tenho é uma borboleta, que é lindo enquanto dura, mas dura pouco e morre sem explicação.
Ás vezes acho que tenho amor. Ás vezes acho que quero amor. Ás vezes acho que não.
Fafá :*

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Eu quero chorar. Quero gritar. Quero tirar essa angústia do peito e esses pensamentos da cabeça. Quero poder dormir uma noite inteira. Mas não consigo, pois nem sei o motivo de estar assim. Parece ter algo que puxa para baixo todas as vezes que consigo rir.

Fafá :*

Qualquer um cara

Sim, você era grande coisa na minha vida. Não é com qualquer um que fico até as três da madrugada simplesmente falando de amor. Não é qualquer um que me deixa feliz só brincando com a minha cadeira. Não me sinto bem com qualquer um puxando os meus cachos Não é qualquer um que eu aguento falando sem parar sobre coisas que antes não me interessavam. Não é com qualquer um que eu fico observando o céu. Não é por causa de qualquer um que eu resistiria a um melhor amigo muito gato, mas muito gato mesmo, com direito a sorriso perfeito, bom papo, estilo geek sexy e o melhor perfume. Não é o livro preferido de qualquer cara que eu topo ler. Não é qualquer cara que eu gosto que aguento falando da paixão dele por outra menina. E por último, não é a qualquer cara que eu gosto que eu me obrigo a resistir. Pois, você não era qualquer um, qualquer cara, você era o meu amigo, com quem eu fazia tudo isso citado aí em cima.
Agora você ainda é alguma grande coisa, mas não mais na minha vida, só na minha mente, uma grande borboleta verde; cinza e azul que sobrevoa minha memórias, pousa em minha mente de vez em quando e eu tenho que ficar espantando com o intuito que você vá e não volte nunca mais.
Fafá :*

Estes são biscoitos

Estes são biscoitos. Você pode até achar, se confundir ou querer que outra coisa seja um biscoito, mas não, isso são biscoitos. Pode querer forçar para uma coisa, que não é um biscoito, virar um  biscoito, mas não dá, ela nunca vai ser biscoito. Também pode tentar fazer com que um biscoito deixe de ser o que é, mas ele sempre vai ser um biscoito. Ele continuará sendo um biscoito mesmo quando você mastigá-lo, engoli-lo e digeri-lo, só não vai mais ser importante e deixará de merecer atenção.
Fafá :*

Que chopp?

Te vi hoje. Você não me cumprimentou quando chegou e na hora de se despedir mal encostou sua bochecha na minha. E foi tão bom sentar bem perto de você, passar uma hora ouvindo a sua voz, olhando para a sua cara e não sentindo nada. Nem dor nem amor nem raiva nem tristeza nem felicidade nem vontade de perguntar se tá tudo bem contigo e como anda a vida. Foi tão bom conseguir respirar perto de ti, rir histericamente sem me lembrar que você estava sentado ali ao meu lado com cara de besta tomando um chopp. Você para mim é simplesmente nada agora. E só.
Fafá :*

Resenha: Princesa Adormecida

Sempre fui uma apaixonada pelos livros da Paula Pimenta, achava que ela conseguia descobrir os meus sonhos e colocar em folhas de papel. Fazendo Meu Filme é o meu livro favorito de todos os tempos, Minha Vida Fora de Série não fica muito atrás e Apaixonada por Palavras parece que foi feito para mim. Porém, infelizmente, Princesa Adormecida me decepcionou muito.
O livro é uma releitura do conto que tanto amamos A Bela Adormecida, o primeiro de uma coleção que a escritora fará, conta a história de Rosa que vive com os seus três tios super protetores, estuda em um internato, não sabe direito o que aconteceu com os seus pais e busca um príncipe encantado. Ao completar 16 anos começa a receber e responder mensagens de um desconhecido que parece ser o amor da vida dela…
Mesmo tendo a escrita fluída e jovem da Paula Pimenta, ele não me agradou por alguns motivos.
-Achei ele infantil e não juvenil.
-Não mostra o perigo que pode existir ao se comunicar com desconhecidos. A protagonista passa somente um parágrafo duvidando das mensagens, mas no próximo já estava apaixonada pelo “Príncipe Encantado”.
-Achei muito rápido. Gosto de sentir a escrita da Paula em centenas de páginas.
-É o primeiro livro da escritora em que não consegui me apaixonar pelo mocinho, talvez porque o Phil apareça só em palavras e poucas atitudes, ou talvez porque não deu tempo.
-E o que provavelmente é a causa de todas as minhas insatisfações com o livro, ele não é verossímil, pelo menos não para mim. Posso estar meio descrente da mágica do amor e me apegar muito à realidade, porém, não entra na minha cabeça uma menina de 16 anos que vive em uma época em que todos são avisados dos perigos da tecnologia, falando com um desconhecido sem sequer desconfiar dele, que conta para as pessoas o que está fazendo, essas pessoas acham normal, não colocam nenhuma dúvida e (SPOILER) no final ele realmente é o príncipe encantado dela. E o desconhecido conta fala português só que sua escrita é ruim, mas mesmo assim ele passa a escrever perfeitamente as mensagens em português.
-A última coisa é que eu achei o enredo muito previsível, tudo o que era para ser uma surpresa no livro, eu já tinha certeza que ia acontecer, então eu já tinha desvendado a história logo nas primeiras páginas. E um livro sem surpresa para mim é que nem comer pão puro.
Li em apenas um dia, é uma leitura rápida e fluída, e em algum outro momento vou relê-lo e talvez eu goste mais dele, mas ainda prefiro as maravilhosas séries de livros dela que são histórias mais reais e apaixonantes. Desculpa Paulinha, acho que fui uma das únicas que não curtiu… Mas vê se escreve o Minha Vida Fora de Série 3 logo!!!
BoaLeitura

Cadê eu?

Dentro de um grupo vai ter sempre aquela pessoa com quem você se identifica mais, tem mais química. A única que consegue te entender e com quem você consegue ser totalmente verdadeiro sem medo de ser julgado. Aquela com quem você se sente seguro, quem te inspira a ser você mesmo. Vocês têm memórias e piadas internas, as pessoas de fora às vezes sentem ciúmes, estranham e tentam entender isso, mas também percebem que têm essa mesma relação com outra pessoa.
Dentro do nosso grupo, você era a minha pessoa…
Agora sumiu… 
Cadê eu?
Fafá :*