Meu manual da Depressão

Esses últimos quatro meses têm sido bem difíceis. Depois de anos, esse é o  meu primeiro sem ter um diário, que me faria ver cada momento bom de todos os dias.
Descobri que a Depressão é aterrorizante no começo, mas não é um monstro de sete cabeças e basta muita força de vontade para melhorar. Acho que não foram nem os choros sem motivo e as dores no peito que me assustaram e sim a incapacidade de sentir qualquer coisa. Poderia ser um momento de extrema felicidade ou de muita tristeza, eu simplesmente não sentia e isso me amedrontava, até o momento que passei a ter medo de tudo.
Outra coisa que quase me fez pirar foi perder a vontade de fazer qualquer coisa e principalmente de fazer as coisas que eu mais amava, como ler e sair. Eu, que lia um livro por semana, li nesse ano, que já está em abril, somente cinco livros e com muita dificuldade.
Vi o quão importante é o apoio das pessoas que me amam, me ajudando a me reerguer aos poucos, mesmo apesar das recaídas. Também, descobri, que algumas pessoas não vão saber lidar com essa situação, algumas vão fugir e outras, não sabendo como agir direito, vão agir de forma estranha, mas isso não quer dizer elas não te amem. Não me senti confortável em contar para todos sofre a doença, mas ter sempre alguém para quem eu possa ligar nos momentos de crise, aliviou muito meu coração. E foi por causa dessas pessoas que a doença não passou do nível leve e começou a sumir.
A Ioga me ajudou a aprender a comandar meu corpo e mente, ajudando nos momentos de crise.
A sensibilidade é uma consequência que provavelmente levarei para o resto da minha vida. Sons muito altos ou irritantes, cheiros ruins, imagens fortes me farão chorar, mas, vendo pelo lado bom, talvez, me torne uma artista melhor.
Não melhorei totalmente, ainda me sinto perdida durante oitenta por cento do meu tempo e têm dias que eu acordo já chorando, mas, já consigo me entender melhor e parar de chorar. E sei que daqui a pouco, se Deus quiser, tudo vai melhorar.
Fafá ;*

Resenha: Tara Duncan – Na Armadilha de Magíster

Essa resenha será baseada na meu histórico de leitura deste livro, espero que fique bom 😀
No dia que fui com os meus avós levar minha tia e minha prima na rodoviária, conheci a livraria dessa rodoviária, onde todos os livros custavam dez reais, então a minha avó, após ler a orelha deste livro, resolveu me dar.
Porém, começo essa resenha, infelizmente, contando um ponto negativo que afeta toda a leitura: Desde a primeira página, é perceptível que, mesmo sendo lançado no Brasil como se fosse o primeiro volume de uma série, na França este livro é o sexto da série. E mesmo possuindo notas de rodapé que ajudam a entender toda a história, sinto falta dos fatos citados pelos personagens do livro. A editora fez uma péssima escolha em publicar uma continuação como se fosse o começo da série. Acho que se a série inteira tivesse sido trazida, faria um sucesso enorme e venderia muito, pois a mitologia é bem construída e a história é interessante.
Em grande parte da história, por não ter acompanhado o crescimento dos personagens ou suas histórias de vida, não consegui me envolver ou me identificar. Personagens morriam e eu não me sentia triste em momento algum, pois eu não os conhecia direito. E a mitologia me confundia as vezes, pois são muitos países e seres fantásticos.
Resumindo a história, Tara Duncan, 15 anos, é fadaceira (tipo um mago) e herdeira de um reino chamado Omois; e o livro acompanha ela em missões diplomáticas em outros reinos fantásticos, onde acontecem várias confusões. Intercala também, com capítulos que acompanham os amigos de Tara em suas missões e problemas pessoais em outros reinos. E não posso contar mais do que isso porque seria spoiler.
Me forcei a ler o livro todo, mesmo perdendo o interesse em algumas partes, por isso demorei cerca de um mês. Mas, o livro possui uma escrita muito boa, dá para se divertir e distrair.
Um diferencial, para mim, é que esse foi o meu primeiro romance de fantasia escrito por uma autora francesa.
Se você, querido leitor, tiver vontade de ler um livro apenas para distrair, eu recomendo, mas se espera um livro muito bom onde possa se envolver, recomendo que aprenda francês e leia a série inteira desde o começo.
BoaLeitura

Frankstein

Eu sou eu. Mas, ao mesmo tempo não sou.
Eu sou eu. Mas, sou também outras pessoas. Sou a junção de todas as pessoas que conheci e de todas as pessoas que toquei.
Eu sou eu. Mas, sou também outras experiências. Sou a junção de todas as experiências que vivi e as que não vivi também.
Eu sou eu. Mas, sou também outras coisas. Sou a junção de todas as coisas que quebrei e que construí.
Fafá ;*