Séries para amar – Jane by Design

Jane by Design foi uma série muito curta, infelizmente. Ela estreou em 2012 nos EUA (no Brasil o seriado não foi exibido) e durou somente uma temporada de 18 episódios.

Jane, a protagonista, é uma adolescente que mora com o seu irmão e é apaixonada por moda. Ocorre uma confusão e ela acaba conseguindo um emprego de assistente em uma grande empresa no ramo de moda, porém, ela tem que mentir sobre a sua idade verdadeira e se desdobra para conseguir conciliar sua vida profissional com a escola, namoros e outros problemas juvenis, isso tudo com seu melhor amigo (e meu personagem preferido) Billy, que é o único que sabe de tudo.

A maioria dos atores, pelo menos para mim, eram desconhecidos, mas atuaram muito bem. O enredo é bem juvenil, então, talvez só agrade esse público e os que gostem de moda.

Nesse domingo, a indicação foi curtinha, mas juro que é bem legal 🙂 E prometo voltar com as indicações de domingo! 😉

Fafá :*

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Caramelo com creme

O sino da porta tocou e ele a viu entrando na cafeteria. O vento brincava com a saia de seu vestido e ela ria enquanto tentava controlá-lo.

Ele estava terminando de atender um cliente quando ela entrou na fila e começou a procurar algo em sua bolsa.

-Oi, boa tarde! Eu quero um com caramelo e creme…-Disse ela com um enorme sorriso.

-CARAMELO E CREME!-Ele gritou para o barista -Boa tarde. – Dessa vez falou sorrindo para ela – Como seria a forma de pagamento?

-Então… Eu tinha um vale bebida grátis mas, vasculhei toda a minha bolsa e não achei…

-Tudo bem… Você tem cadastro aqui?

-Tenho! – Ela disse animada, como se todos os seus problemas tivessem sido resolvidos.

-Ai que bom! – Ele brincou fingindo estar aliviado – Nome?

Porém, no instante em que ela ia começar a falar, o rosto dele mudou, parecendo decepcionado.

-Desculpa… O sistema está fora do ar…

-Tudo bem, eu pago em dinheiro – Ela disse, já abrindo a carteira.

-Ei! Você me disse que tinha um vale bebida grátis, então, eu acredito! Sabe, nós, funcionários, temos direito a uma bebida por dia e eu não peguei a minha de hoje… Fica com a minha. E quando o sistema voltar, eu pego a sua. Só vou precisar de todos os seus dados…

-Está bem! Um papel e uma caneta, por favor.

Ela escreveu todos os seus dados, ele guardou o papel no bolso, a bebida foi passada de uma mão à outra, eles se despediram, ela saiu, ele acenou, ela retribuiu e foi embora. Ele cadastrou o número e nome dela em seu celular e deu enter no pedido que ela havia acabado de levar.

E aí? Você gosta de branco, integral ou selvagem?

Eita Fabíola, agora você está usando memes em seus posts? Esse meme só está aqui pois, inspirou alguns pensamentos…

É muito fácil sair falando esse tipo de conselho clichê para os outros, eu mesma adoro dizer essas coisas para meus amigos, “Não existe essa de “tô sem assunto”, quem quer conversar mesmo fala até de arroz” ou ‘Quem quer, arranja um jeito; quem não quer, arranja uma desculpa” , mas na prática, é claro que eu sempre esqueço disso.

Essa imagem apareceu para eu me perguntar: Por que eu sempre insisto?

Mesmo percebendo que a pessoa não está mais me chamando ou está respondendo meio desinteressada, eu sempre insisto! Chamo no facebook, puxo assunto, mando piada, indico músicas, curto coisas, comento e, mesmo que a pessoa me responda só com “kkk”, continuo insistindo. Tento enganar minha mente “Deve estar ocupado…”, “Não viu…” ou “O celular dele deve ter fugido…”

Pelo amor de Deus né!

Até a hora que penso “Nossa, eu perguntei sobre a família dele inteira e ele nunca procurou saber nada sobre a minha, nem puxar assunto puxa…” Aí eu mando a famosa mensagem “Então…” que na verdade significa “Cansei de puxar papo. Ou VOCÊ pergunta algo ou a conversa morre” e ele responde “Ah man, eu sou meio sem assunto, fala alguma coisa aí…” E eu caio nessa! Continuo perguntando, curtindo, comentando e falando pelos cotovelos sem me importar que ele só responde com emoticons e risadas, afinal, ele é “meio assunto” mesmo!

Aí me aparece essa linda imagem quase me dando um tapa na cara e gritando “MENINA! SE LIGA! A ÚNICA INTERESSADA É VOCÊ!”

E eu precisava ler isso, pois, estava mesmo quase perguntando que tipo de arroz ele come…

Fafá :*

Hoje eu quero sair só

Hoje eu vivenciei aquele ditado “Melhor só do que mal acompanhada”…

Chegando ao shopping

Logo que cheguei ao cinema para comprar o ingresso de Cidades de Papel me deparei com uma multidão de crianças histéricas correndo e gritando o quanto queriam assistir Minions e pais desesperados em contê-las. Fiquei na fila durante cerca de uma hora e, mesmo quando avisaram que todas as sessões do dia de Minions e Divertidamente estavam lotadas, ela não diminuiu.

O filme só começaria daqui uma hora, então fui dar uma volta no shopping. Logo que entrei no shopping vi outra multidão de crianças acompanhadas pelos pais, dessa vez assistindo uma apresentação de uma atriz vestida de Elsa cantando Let It Go (muito mal por sinal :/ ), decidi ir para o lado oposto. Entrei em lojas de roupas para dar uma olhada na coleção outono-inverno e entrei na livraria apenas para ver os preços de todos os livros que eu quero e ir embora sem comprar nada (Calma! A parte legal do texto ainda está por vir! Ou não… kkkkk 😛 ). Foi na livraria em que eu escutei um diálogo com o qual sonho todos os dias:

-Olha Vó! É a coleção de livros que eu te falei! Qual livro você acha que eu levo? – Disse a menininha

-Minha querida, leve todos os quatro. Eu pago! – Disse a vó

E eu apenas fiquei observando essa cena com seis livros na mão… Seis livros que foram devolvidos à suas prateleiras três minutos depois… (Aliás, se alguém tiver o interesse de me dar algum livro de presente, é só dar uma olhada na minha lista de desejados no meu SKOOB 😛 kkkk ).

Na sala do cinema

Deu o horário da sessão, fui ao cinema, entrei na sala, achei meu lugar, sentei e esperei quietinha as outras pessoas entrarem na sala para eu ver quem iria sentar perto de mim e assim descobrir se seria uma sessão feliz.

Uma família sentou à minha frente e, por incrível que pareça, não foi a filha de cinco anos de idade que nada entendia do filme que irritou à todos, mas sim a mãe, que verificava seu celular de cinco em cinco minutos atrapalhando a visão de todos com aquela tela extremamente iluminada. Ela só deu uma parada quando duas meninas que estavam ao meu lado pediram em alto e bom som que ela entendesse que estava dentro de uma sala de cinema.

E o que dizer dessas duas meninas que “mal conheço e já considero PAKAS”? Elas entraram com uma enorme sacola e ficaram quietinhas até as luzes apagarem, então, quando o filme começou, elas tiraram uma bacia de dentro daquela enorme sacola… Essa bacia estava envolta de papel-filme… Eu achei que aquilo era um frango assado e comecei a rir… Mas não… Era “somente” batata frita cheia de queijo cheddar derretido e bacon…

Sim! Elas levaram uma bacia enorme cheia de batata frita com queijo cheddar derretido e bacon para o cinema! E aquilo tava com cheiro de chulé… Mas elas comeram tudo!

O filme

Cidades de Papel é um filme inspirado no romance de mesmo nome escrito por John Green, mesmo escritos de A Culpa é das Estrelas, que assim prova que entende muito bem a mente adolescente.

Quentin é um menino certinho e careta que é apaixonado por sua vizinha Margot que é descolada e aventureira. Faziam nove anos que eles não se falavam até que numa noite ela entra pela janela do quarto dele pedindo ajuda para conseguir cometer nove vinganças. Ele vai (é claro, tá apaixonado), se diverte como só tinha se divertido quando tinha nove anos e acha que tudo será diferente desde então.

Porém, Margot some no dia seguinte…

Ninguém sabe onde ela está, mas ela deixou pistas e Quentin acha que deve segui-lás e encontrá-la, assim parte em uma viagem com os seus dois melhores amigos, a namorada de um deles e a melhor amiga de Margot, em busca da vizinha.

Ele é mais que somente um filme adolescente desses que sempre vemos por aí, fala de crescimento, amizade e da busca pelo autoconhecimento. A paixão está em segundo plano, de forma platônica, impulsionando todas as mudanças a se concretizarem.

Achei que todas as emoções foram bem trabalhadas, você ri (e muito, pois o personagem Ben é uma tirada cômica muito boa), se assusta, suspira e pode chegar até a chorar.

A fotografia, os movimentos de câmera e a direção são bonitos, há uma ótima química entre os atores e a trilha sonora parece ter sido escolhida a dedo, pois é apaixonante.

Foi um filme gostoso de assistir, daqueles que eu saí do cinema já querendo assistir novamente.

O fim

O cheiro de chulé da batata das meninas me deu vontade de comer pão de queijo (faz sentido? Não. Mas, para o meu estômago fez.), assim que acabou a sessão fui direto para ao Rei do Matte, pedi um suco de uva batido e comi um copo inteirinho de pão de queijo  SOZINHA(!!!), sem ninguém roubando eles ou pedindo um pedaço ❤

Voltei para casa e termino a minha noite escrevendo esse texto. 🙂

Pode não ter sido tão interessante para você ler, mas foi interessante para eu viver e escrever.

Muito obrigada por ter lido até aqui, espero que tenho gostado. 🙂 ❤

Fafá :*

 (essa foi a única selfie que eu tive coragem que tirar kkkkk)

Happening

Você estava no metrô. Ele também.

Sentado em um banco do outro lado do vagão que o permitia te olhar de frente.

Você vira o rosto e lentamente, quase em câmera lenta, tira os longos fios de cabelo pretos da frente dos olhos. E o vê. Ele já tinha te visto.

Ele é louro, alto e sorri com os olhos azuis quando percebe que você o percebeu.

Desvia o olhar no mesmo instante por reflexo, mas segundos depois volta a olhá-lo. E sorri.

Ele sorri de volta com aquele sorriso reto e decide ser a hora certa de dar um novo passo nessa relação de vocês. Então, levanta-se e vai andando focado no banco do seu lado, onde, minutos atrás a senhora que ali estava desceu em sua estação. Senta-se de modo natural, mas com os olhos sempre voltados à ti.

Vocês começam a conversar e, em poucos minutos já descobrem um amor em comum na hora que ele aponta para o chaveiro em sua mochila, os Minions, aqueles bichinhos amarelos que mal sabem se comunicar, mas com poucas palavras já ganham seu coração.

Trocam telefones, sua estação chega e acontece a despedida, de longe, com um simples aceno de mão.

Foi assim que começou o que seria o acontecimento da sua vida…

Fafá :*

Isso é uma loucura

Ele passou as mãos pelos cabelos dela, como poderia viver sem aqueles cachos?

Ela estava de costas pra ele, não entendia o porquê de tudo aquilo acontecer, sendo que todos os dias pensara que tudo estava bem.

Ele disse que precisavam terminar e ela nem queria saber o motivo, pois, para ela, não tinha como existir motivo algum. Mas, para ele, existiam motivos diversos.

Seu peito doía, sentia como se o seu coração quisesse pular do peito e correr enlouquecidamente para outro lugar. Ele ria de coisas que antes não achava graça e curtia ideias que antes eram absurdas. Suas mãos sempre tremiam, seu corpo suava, porém, sentia frio, mesmo sentindo aquele enorme calor no peito. Por isso, um dia parou, sentou, refletiu e chegou a conclusão de que aquela relação só poderia ter o deixado doente ou doido.

Mas… Como viveria sem aqueles cachos com os quais seus dedos estavam brincando agora? Ou como viveria sem aquele cheiro de baunilha que seu nariz sentia naquela nuca? E aqueles dedos finos e compridos, de unhas médias e pintadas de verde que estavam desenhando na grama os desenhos que antes aconteciam em seu corpo?

A loucura só poderia ter tomada conta da mente dele mesmo!

Ele abraçou-a, envolvendo todo seu corpo no dela e sussurrou bem baixinho em seu ouvido: “Isso tudo está me assustando. Nada é muito normal para mim, é uma loucura! Mas, quer saber? É a loucura mais gostosa que eu já vivi e não sei porque por algum instante em pensei em acabar, eu não conseguiria viver sem…”

A maior loucura que podemos comete é nos permitir amar.

Fafá ;*