Cenas – 23

Eles se viram no ônibus. Estava chegando o ponto dela, então, apertou o botão e se posicionou bem a frente da porta e, consequentemente, ao lado dele.

Ela desceu do ônibus e se pôs a andar em direção à sua casa, atravessou a rua para ir pela área mais iluminada e começou a cantarolar uma música, pois, como a sua avó diz “Quem canta seus males espanta.”

Olhando para o outro lado, mais escuro, mal iluminado e coberto de árvores, vê aquele menino, que estava todo sério lá no ônibus, caminhando tenso e olhando para o chão.

Decide atravessar novamente a rua.

-Ei! Menino! – Ela diz, sem encostá-lo.

Ele dá um pulo de susto, mas vira-se.

Ela continua:- Desculpa te assustar. É que eu estou andando sozinha e é meio deserto por aqui…

Ele continua calado, apenas olhando-a e escutando.

-Então.. Percebi que estamos indo para a mesma direção. Você pode me acompanhar?

Ele suspira aliviado e responde sorrindo: -É claro.

O caminho não é longo, mas eles já conseguem descobrir um o nome do outro, seus cursos na faculdade, se seus signos combinam e até comem um pastel juntos.

Quando chegam no condomínio dela, se despedem e ele segue o caminho até o condomínio vizinho.

Eles não trocaram telefones, nem marcaram nada, apenas confiariam no destino. E este seria muito amigo dos dois.

Fafá :*

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