Minha primeira externa

Há cerca de um mês eu comecei a seguir o Maurício de Sousa no instagram, não sei se por sinal de destino ou por algum motivo que não lembro agora. Vi todos os dias pelo menos uma publicação mostrando o amor que ele tem por sua família, pelos seus personagens e por tudo que ele construiu.

Ontem, eu ganhei um enorme presente, participei, depois de um ano trabalhando no SBT, da minha primeira externa, que não poderia ter sido mais especial. Eu conheci pessoalmente o homem que participou da minha infância e do começo pelo meu interesse pela leitura, o próprio Maurício de Sousa.

Ao entrar na Maurício de Sousa Produções, meus olhos brilharam com toda a magia que aquela empresa possui e assim foi até o final da coletiva do filme Turma da Mônica – Laços. E posso dizer que não fui só eu que me emocionei. Ao fim da apresentação do vídeo em que mostrava as crianças recebendo a notícia de que foram as escolhidas, as luzes acenderam e muitos dos presentes na coletiva estavam em lágrimas, não puderam conter a emoção de ver algo presente na infância de todos, algo tão presente em nossa cultura, criando vida.

A coletiva tinha o clima gostoso de um churrasco familiar, pudemos conhecer a Mônica, a Magali, A Mariangela, a Marina e o Bidu. Mas, não foi só por ter várias filhas do Maurício no local, mas também por ele tratar toda a sua equipe como se fossem da família.

Saí de lá extremamente feliz pela oportunidade que tive de aprender mais sobre a área que escolhi para a minha vida e de receber toda aquela energia daquele local e daquelas pessoas. Só tenho a agradecer, com muito carinho, às pessoas que me possibilitaram isso.

Fafá ;*

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Sobre não conseguir escrever – Parte 2

Tive um professor que dizia que, em algum ponto na vida de um escritor, ele irá escrever sobre o fato de não conseguir escrever.

Aqui está: meu segundo texto sobre não conseguir escrever!

É louco como eu, que sempre utilizei da escrita para aliviar minhas angústias e enxergar melhor a minha vida, estou passando meses sem colocar uma palavrinha no papel. Vai ver é por isso que os sentimentos andam tão conturbados.

Entre uma rotina de trabalho e faculdade, o tempo anda correndo de mim como se fosse um maratonista da São Silvestre. E as coisas que eu amo, vão ficando esquecidas, principalmente as que exigem algum tipo de esforço mental.

Mas, ontem, meu namorado me mandou um áudio no qual eu lia, extremamente sem graça, um texto que eu havia escrito sobre ele. E me deu saudades de escrever.

Então, é isto que estou fazendo aqui. Mais uma vez escrevendo sobre o fato de não conseguir escrever.

A leitura ainda estou conseguindo levar, um pouco menos agora que a vida adulta chegou e o dinheiro diminuiu. Aliás, não deveria ser o contrário? Cadê os milhares de reais que eu sonhava que ia ganhar e as viagens que achei que já teria feito?

Achei que também já teria um livro publicado, mas, como, se eu não consigo escrever nem legenda de foto no Instagram. Pode verificar, a maioria das atuais não tem legenda, no máximo um emoji.

Acho que esse texto foi mais para contar que a vida não segue nada do que imaginamos e as vezes esquecemos de fazer algo que gostamos. Mas, o que amamos, um dia lembramos e voltamos a fazer, as vezes até melhor.

Fafá :*

9 de setembro

Nesse final de semana, 9 de setembro, o Rio de Janeiro perdeu um pedaço de sua beleza. O Rio de Janeiro perdeu meu avô, Eraldo, 90 anos de uma vida que foi vivida intensamente.

Assim como quando aconteceu a morte de sua esposa, minha avó, Rosinha, me vem à mente a música Dona Cila, da Maria Gadú.

Foi um enterro estranho, sem velório, sem pessoas. Como uma pessoa tão amada não teve mais de dez pessoas em seu enterro? Espero que, pelo menos, essas pessoas que o amam tenham rezado por ele.

Eu estava preparada para ter um final de semana tranquilo, mas a vida é assim mesmo, bate sem avisar.

Eu tive um dos finais de semana mais tensos da minha vida. E eu só precisava descansar. Mas, eu estava ali por ele, para rezar e agradecer pela vida dele e por tudo que ele nos proporcionou.

O convívio não era muito, mas dará saudade. Levo na lembrança os momentos em que nos ensinava a dar milho aos galos, patos e marrecos que tinha aos montes em seu quintal, em pleno Rio de Janeiro. O jeito mulherengo e contador de histórias, que só queria que as netas estudassem muito e crescessem bem.

Os últimos anos não foram fáceis, na verdade, ainda não tá sendo, porém, o tempo todo, só desejamos o amor.

Meu avô está no céu, eu sei, só observando toda essa bagunça na terra e vendo que rezamos por ele todas as noites.

Fafá :*