Resenha : Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso

Me animei com esse novo tipo de resenha, então, já farei a minha segunda (do blog e do dia) resenha fílmica!
Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso é um filme no estilo sessão da tarde, em que você senta com a sua família toda para assistir e talvez sair com uma lição de moral para compartilhar com quem você ama.
Alexandre é um menino  que vive com seus pais e seus 3 irmãos, os cinco sempre têm dias perfeitos enquanto Alexandre só tem dias desastrosos, então, na madrugada de seu aniversário de 12 anos, ele deseja que, por pelo menos um dia, toda a sua família tivesse um dia ruim e assim conseguissem entendê-lo. E é aí que toda a diversão começa! Todos começam a ter dias ruins e não sabem como lidar com isso, então é Alexandre que começa a incentivar a família a superarem seus problemas.
Não é um filme genial, mas possui um bom roteiro, com as sacadas certas nos momentos certos fazendo com que clichês funcionassem muito bem, mostrando a importância da família, dos dias ruins e da junção desses dois elementos na vida de uma pessoa. Ele apresenta sim a fórmula de filme clássico (personagens – problema – desenvolvimento – solução – final feliz), mas mesmo assim o espectador torce para que tudo dê certo para eles e que assim o dia termine bem.
As crianças se destacam tanto quanto os dois atores, reconhecidos no mundo cinematográfico, que interpretam os pais, principalmente, Steve Carel que dá seu brilho ao filme.
Bom, é um filme que recomendo para um dia, talvez chuvoso, em que não se tem o que fazer com a família. Ele tira vários risos e chega até a emocionar em algumas cenas.
BomFilme

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Resenha : A Teoria de Tudo

Olá!!!!
Sei que fazem muitos meses que eu não posto, mas, estou te volta! \o/
E para comemorar a minha volta, eu não irei fazer uma resenha de livros, mas sim de filme. E o primeiro filme resenhado no blog será A Teoria de Tudo.
Me surpreendi com a beleza do filme, tanto no enredo quando nos detalhes técnicos. Fui esperando um filme mais comercial e encontrei um que tocou todos os presentes na sala.
Stephen William Hawking descobre possuir uma doença degenerativa motora ( esclerose lateral amiotrófica) aos seus 21 anos, mesma época em que fazia seu doutorado de física em Cambridge e que também conheceu Jane Wilde, sua primeira esposa, com quem viveu durante quase 30 anos de casado. O filme mostra de jeito simples todas as dificuldades por quais os dois passaram juntos e apresente ao espectador a genialidade deste cientista que pode ser considerado o mais brilhante nos dias de hoje, fazendo com que até os leigos entendessem um pouquinho de física.
Em questão de enredo, o filme é brilhante, seu roteiro não deixa questões em aberto explicando tudo o que o espectador quer e precisa saber. Me peguei em várias cenas admirando o belíssimo combo fotografia + direção, que fez olhos brilharem com uma decupagem muito bem pensada. Não sei se foi porquê este foi um dos primeiros filmes em que eu consegui, além de acompanhar a história, ver detalhes em planos e pensar em como foram feitos, mas os achei muito bons, como na cena da conversa de Stephen com o médico que lhe conta da doença, vi a importância dele aparecer sempre no centro da tela e com maior espaço, enquanto o médico aparecia sempre na lateral direita em menos tamanho com outras cenas acontecendo ao fundo. Somente uma cena me deixou confusa, que foi a que Jane discute uma traqueostomia com o médico e eles começam a conversar em francês, porém terminam a discussão em inglês.

A minha personagem favorita foi Jane Wilde (Felicity Jones). A menina que parece uma boneca frágil, se mostra uma mulher forte e batalhadora, que em momento nenhum pensa em desistir fazendo com que Stephen sempre lute por sua vida e ajudando-o a buscar soluções para todas as dificuldades que surgem. Cuida de um marido cada vez mais debilitado, educa seus 3 filhos, cuida da casa, canta no coral e ainda consegue terminar seu doutorado em Poesia Medieval Espanhola, sem reclamar nem pedir para que tudo aquilo acabasse logo. E é por isso eu senti falta de um momento de gratidão a essa mulher que, também na minha opinião, fez com que a expectativa de mais 2 anos de vida para Stephen virasse mais 50.
Mas em questão de atuação, Eddie Redmayne foi o melhor, desempenhou seu papel do melhor modo possível, fazendo um Stephen Hawking fiel ao verdadeiro, com todas as suas características físicas e emocionais, seus limites e seu humor. Parece ter feito uma pesquisa muito aprofundada sobre o cientista e sua doença, o que me deixa mais encantada pelo ator e pelo universo cinematográfico. E melhor é que Hawking aprovou o filme e a atuação de Redmayne, oferecendo a sua voz original para o filme e comemorando os prêmios recebidos pelos atores e pelo longa.

Mesmo com tudo isso, A Teoria de Tudo fez mais pessoas rirem do que chorarem no cinema, pois ele mostra esperança, superação e vários momentos de humor principalmente Stephen brincando com seus erros e sua doença.
O filme estreou na última quinta-feira (29/01) e está indicado a 5 prêmios do Oscar: melhor filme, melhor ator, melhor atriz coadjuvante, melhor roteiro adaptado e trilha sonora. E é claro que a minha torcida está com este filme que eu já acho ser obrigatório para todos!
Recomendo também a leitura da crítica deste mesmo filme feita pela Lully, do blog Lully de Verdade, que é linda, fofa e escreve super bem sobre cinema : Lully de Verdade – A Teoria de Tudo

BomFilme