Resenha – O Vitral Encantado

o-vitral-encantadoA autora não explica a mitologia utilizada, pois, não é necessário. Desde a primeira página você já se sente parte desse universo fantástico tentando desvendar os mistérios.

Catalogado como infantil, me pergunto se uma criança entenderia a maior parte do livro que lida com a história de Sonhos de Uma Noite de Verão (Shakespeare) e até problemas políticos. A leitura é fácil, leve e gostosa de ser feita.

Todos os personagens são bem construídos e fazem sentido na história. Um filme desse livro, assim como teve do Castelo Animado (mesma autora) seria lindo e incrível! Nem sei o que falar dessa capa delicada que torna o livro mais lindo ainda.

Ganhei o livro de natal da minha avó e em menos de uma semana, me surpreendendo a cada capítulo. Não contarei mais sobre a sinopse, pois isso já tem em muitos lugares, mas digo que é um ótimo livro para qualquer idade.

BoaLeitura

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Toda Luz que Não Podemos Ver – Resenha

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Sabe aqueles livros que você, depois de ler, passa dias, até semanas, pensando sobre? Esse é um.

Ele acompanha histórias que se passam durante a Segunda Guerra Mundial, intercalando anos, tendo uma narrativa não-linear. Mas, principalmente, fala de uma menina cega francesa e um menino alemão.

Prepare a caixa de lencinhos, pois esse livro é triste! Tanto quanto, se não mais do que a Menina de Roubava Livros. Por isso, e por ser um livro grande, demorei mais de um mês para lê-lo por inteiro e só consegui por causa de uma longa viagem de carro.

Prepare-se, também, para conhecer personagens interessantes, com história e carisma, e vê-los partir sem despedida. É duro imaginar o quanto as pessoas sofreram naquela época e a quantidade de maldade que ainda pode existir no mundo.

Recomendo, com certeza, este livro, que te prende e te angustia.

BoaLeitura

Resenha – Faça Amor, Não Faça Jogo

Eu adoro livro de contos, eles são tão pessoais e ao mesmo tempo tão coletivos. A ideia de cada conto ter uma trilha sonora foi ótima, faz com que, em vez de distrair, dê ritmo para o leitor se envolver mais. Precisava se um livro leve, como sempre quando estou nessa situação, recorri a algum livro da minha irmã e o li em quatro horas.
Este livro fala de amor, simples assim.
Meio desacreditada na possibilidade de ainda existir homens que queiram mais do que uma noite com uma mulher, Faça Amor, Não Faça Jogo mostra um homem querendo e se deixando amar e ser amado, sem medo. Mas se engana a pessoa que acha que é só mais um livro de um cara narrando seus casos amorosos durante a sua vida. Mais do que isso, ele mostra a dor de ver alguém tão próximo seriamente doente e como passou por isso chorando, mas também sorrindo e aproveitando cada momento. É lindo ver a admiração e o respeito que ele tem pelo pai!
Sobre seus romances, Ique utiliza-se de suas experiências de vida para nos aconselhar a não querer qualquer um e não aceitar desculpas esfarrapadas só para não ficar sozinha (o), não ter medo de amar, se entregar e procurar alguém que queira se jogar em um precipício de emoções junto contigo, sem saber o que virá, mas querendo passar por qualquer coisas ao seu lado, sem jogos, que na minha opinião, são chatos demais.
Não tenho vergonha de dizer que chorei e muito lendo esse livro, que poderia ser mais um livro qualquer dando conselhos sobre relacionamentos, mas que é um livro sensível e real, mostrando a vida como ela é, e essa lágrimas, como diz o livro, me fizeram sentir que estou viva.
Os contos são curtos, não mais do que duas folhas, e têm um ritmo gostoso de ler. É clara a minha recomendação para uma segundinha nublada, com chocolate quente e uma caixa de lencinhos ao lado.
Fafá ;*

Resenha – Um Ano Inesquecível

Um Ano Inesquecível é escrito por quatro autoras (que nasceram em cidades diferentes) sobre amores (que também nasceram em quatro cidades diferentes).

Achei a Mabel, protagonista do conto da Paula, meio mimada demais, mas o mocinho, Benjamin, como todos os outros mocinhos da Paula, fala as coisas certas no tempo certo e nos faz apaixonar por ele. O conto é uma gracinha, realmente me lembra o Chile, e, mesmo a Mabel tendo 14 anos, eu consegui me identificar, porque a autora sempre faz suas protagonistas um pouco mais maduras do que as suas idades.

Foi uma ótima surpresa conhecer a escrita da Babi! Que conto mais gostosinho! Real, simples, uma fofura diferente de outras histórias que eu já li. O conto da Babi ganhou como o melhor na minha opinião, me surpreendeu de verdade e me fez ficar com vontade de ler os livros dela. Muito bom mesmo! Ele fala de conhecer coisas novas, se descobrir e tem uma ligação sutil com a música.

A Bruna escreveu uma história leve e moderna com aspectos juvenis que ela sempre trata muito bem e inspira as pessoas. Adorei o fato dela ter usado uma personagem com cabelos cacheados E COLORIDOS, que não é algo muito comum ainda, mas irá lançar uma tendência nova, é só esperar. 😉

Já o conto da Thalita é a folia em pessoa, muito alegre, colorido, cheio de gírias e os comentários que ela adora fazer e são sua marca registrada! Ela acaba fazendo com que tanto você quanto ela virem personagens da história também, criando um clima super dinâmico.

Ganhei da minha mãe e li em uma semana, enrolando para não acabar rápido demais.Todas as quatro conseguiram transmitir muito bem a estação que lhe foi dada e relacionar com a adolescência, fazendo contos muito gostosos de serem lidos. 🙂

Fafá ;*

Resenha – O Ancião Que Saiu Pela Janela e Desapareceu

Me senti ouvindo a história de um dos meus avós e realmente acho que essa era a intenção do autor. O livro intercala capítulos no presente e no passado contando todas as coisas extraordinárias pelas quais Allan fez / já passou. Imagine um velhinho que foge pela janela do asilo no dia de seu aniversário de 100 anos e rouba uma mala, desencadeando aventuras diversas. E agora imagine que no passado esse senhor conheceu muitos líderes históricos como Stalin ou Mao e assim conseguiu viajar o mundo!

Minha única reclamação foram os capítulos muito longos sobre o passado, chegando a serem 10 vezes maiores que os do presente (que era a parte que eu mais gostava). Mas okay, entendi no final o porquê disso.

Dei esse livro de presente de dia dos pais há uns dois anos e só nesse mês decidi pegar emprestado. Não foi uma leitura que eu amei de paixão, mas foi boa para divertir e passar o tempo.

Indico para quem gosta de história mundial e de aventuras.

BoaLeitura

Resenha – Cisnes Selvagens

Jung Chang, em 1991, professora na Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, narra neste livro a história de sua família na China através das experiências de vida de sua avó, mãe e dela própria, desde a época feudal até quando ela conseguiu uma bolsa de estudos na Universidade de York e saiu do país. O principal foco do livro é acompanhar toda a época do comunismo liderado por Mao Tsé-Tung e a perca da inocência precoce na população chinesa.
Ela relata dor, fome, desespero e outras barbaridades sem filtro algum, pois foi o que ela viu e vivenciou e quis mostrar toda a verdade em sua escrita. E conseguimos entender a mente de pessoas que, por anos, endeusaram um líder político independente dos absurdos de tudo que acontecia e relevaram todas as catástrofes consequentes do comunismo e da Reforma Cultural.
Acompanhamos um sonho por um país melhor e sem desigualdade que vira uma decepção enorme a ponto de enlouquecer e sofremos junto aos protagonistas.
Chega a ser engraçada a ironia de uma política querer tanto aterrorizar a população sobre o “terrível mundo ocidental” que faz com que a nossa narradora se encante e deseje conhecer esse novo mundo.
Demorei um mês em meio para completar a leitura, não pelo livro ser chato, ele é incrível, mas por ser muito denso, cada página continha muita informação e em letras pequenas. Foi como se eu passasse cerca de 70 anos na China e conhecesse todas o sofrimento e a beleza escondida em tudo.
O livro me foi emprestado pela minha mãe, não sei se ainda está sendo publicado, mas deve ser encontrado em sebos. Super recomendo!
BoaLeitura

Resenha – Não se apega, não

Para me distrair entre leituras pesadas, ontem peguei esse livro emprestado da minha irmã e sentei na poltrona para lê-lo. Três horas depois eu já tinha terminado! Isso porque é um livro fácil e divertido possibilitando essa leitura super rápida.

No começo, achei que fosse um manual contando experiências próprias da vida da escritora, porém, agora acho que a história é de uma personagem, mas a maioria das situações são da Isabela Freitas. São histórias verdadeiras, reais e engraçadas sobre aprender a se amar, como amar os outros sem se perder e sobre o desapego, que aliás é o personagem principal do livro! Isso tudo acompanhando as situações bizarras que ela passa com os namorados.

Apesar de ter escutado muitas críticas ruins por aí, eu gostei muito do livro e acredito que foi por ter o lido pensando “Essa é a opinião dela, não preciso sempre concordar e tenho consciência de que não é preto no branco, nem certo ou errado, tudo tem vários lados ou modos de pensar e esse é o dela.”

O público alvo seriam as adolescentes que com certeza se identificariam com as situações narradas e cresceriam com a personagem durante a história deste livro e de suas continuações. Ele não é uma grande obra, mas recomendo para passar o tempo.

BoaLeitura